O que cremos

Nós cremos...

que a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é verdadeira, poderosa e confiável para ensinar e transformar todos os povos e gerações.

Nós cremos em um único e eterno Deus criador de todas as coisas. Ele é totalmente santo, amoroso e perfeito, existindo em três pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Nós cremos que a humanidade foi criada à imagem e semelhança de Deus.

Nós cremos que o pecado separou todo homem e mulher de Deus e do propósito Dele para cada um. Por causa do pecado todas as pessoas têm por consequência a morte eterna.

Nós cremos que Jesus Cristo é Deus Filho. Ele é Senhor. O único por quem podemos ser justificados e reconciliados com Deus. Ele, sendo totalmente Deus e totalmente homem, nasceu de Maria ainda virgem por obra do Espírito Santo, viveu uma vida exemplar e sem pecado, foi morto na cruz por causa do pecado da humanidade, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e voltará para buscar a igreja e julgar as nações.

Nós cremos que para receber o perdão de Deus e vida eterna, precisamos nos arrepender de nossos pecados e crer em Cristo Jesus como nosso único Senhor e Salvador.

Nós cremos que o Espírito Santo é Deus. Ele habita em todo aquele que crê no Senhor Jesus. Ele é quem convence cada pessoa do pecado, da justiça e do juízo. Ele sela, regenera, consola, guia, ensina, enche de poder, capacita para uma vida santa e distribui dons espirituais para edificação da igreja.

Nós cremos que a igreja é o corpo de Cristo, do qual Ele é o cabeça. O propósito da igreja é honrar e glorificar a Deus o amando acima de todas as coisas e fazendo seu nome conhecido em todo o mundo.

Nós cremos que Satanás é o deus deste mundo. Ele é a serpente que falou com Eva no Éden, pai da mentira e o espírito que atua através dos filhos da desobediência. Seu poder é limitado e sua ação está sujeita à permissão de Deus.

Este conteúdo tem o único propósito de direcionar e esclarecer os frequentadores da Igreja Batista do Morumbi sobre batismo, membresia, sexualidade, casamento, divórcio, recasamento e contribuição.

 

Batismos

Ser batizado é uma expressão de obediência ao Senhor Jesus Cristo, uma expressão pública e externa de querer segui-lo como Senhor e Salvador. A forma como o batismo é feito varia de igreja para igreja ou de denominação para denominação. Em nossa igreja temos adotado o batismo por imersão, entendendo que esta forma de batismo é a que mais se aproxima tanto do significado do termo BATISMO (baptismas), bem como do simbolismo que a prática converge em si mesma (cf. Romanos 6.1-3).

O propósito de ISTO CREMOS é esclarecer mais sobre o significado da palavra BATISMO bem como solidificar nossas convicções quando recebemos pessoas de outras igrejas ou denominações que querem filiar-se à nossa igreja. Além disto, neste texto expressamos o que a Igreja Batista Morumbi crê sobre batismo e a forma como ele deve ser ministrado. Apenas como item de informação, também estamos partindo da verdade bíblica que o batismo é um ato apenas para aqueles que creem em Jesus, ou seja, a pessoa passa pela ordenança do batismo depois que resolveu crer em Jesus como seu salvador e decidiu segui-lo como seu Senhor. Por ser uma ordenança do Senhor Jesus Cristo para aqueles que o seguem, temos certeza que ser batizado é uma experiência mandatória para cada pessoa que se diz seguidora de Jesus, ordenança que não assegura salvação, porém revela a disposição do obedecer ao Senhor por aquele que já confessou sua confiança em Jesus como seu Salvador.

  1. Ao falarmos do termo batismo neste texto, estamos falando de batismo com água.
  2. Cremos que o batismo é uma ordenança vinda do Senhor Jesus Cristo a ser observada unicamente por aquele(a) que teve a fé para confiar que Jesus Cristo morreu por ele (a) na cruz a fim de eternamente perdoar seus pecados.
  3. Cremos que o batismo é um ato público no qual a pessoa é imergida e retirada da água, simbolizando a sua identificação pública com Cristo e expressando sua posição em Cristo de morto para pecado e vivificado neste mesmo Cristo para viver uma vida que glorifica a Deus. (definição de batismo)
  4. A palavra batismo literalmente significa imergir, afundar, submergir (Kittel, Dicionário Teológico do Novo Testamento, #1545, Strong, #908), cf. Mateus 21.25; Marcos 1.4. Historicamente, no contexto da prática do batismo, o ritual consistia em imergir completamente. Por volta do terceiro século outras formas como aspersão e efusão entram como forma de administrar o batismo.
  5. Também a palavra pode significar lavar ou purificar como em Marcos 7.4.
  6. Quando se refere ao batismo de Jesus, tanto no evangelho de Marcos como no evangelho de Mateus, existe a referência de que Ele “saiu da água”. Da mesma forma no batismo do eunuco realizado por Felipe em Atos 8.26-40, “eles saíram da água”. Estes textos carregam a ideia muito mais forte de imersão do que uma mera aspersão.
  7. Em outros textos a palavra batismo aparece com outro significado não necessariamente ligado a água.
  • Exemplo: em Marcos 10.38 e Lucas 12.50 o termo batismo tem a ver com identificação com o sofrimento de Cristo bem como com o próprio sofrimento do nosso salvador.
  • Em I Coríntios 10.2, Paulo fala dos Judeus que foram “imersos” em Moisés. Não houve um batismo com água no deserto, mas uma identificação e solidariedade com Moisés, seu trabalho e liderança por parte do povo de Deus.
  • Não podemos esquecer o batismo com ou pelo Espírito Santo, através do qual fomos imergidos dentro do Corpo de Cristo (I Coríntios 12.12 e 13).
  • Da mesma forma, tanto em Gálatas 3.27 como em Colossenses 2.12, o foco não é o batismo com água, mas nossa relação com Cristo e todo o seu significado também ilustrado no ritual do batismo.
  • Pedro fala do batismo que salva, conforme dito por ele em I Pedro 3.21, usando a experiência de Noé e sua família como uma ilustração de salvação que é nossa “imersão em Cristo”. Ao longo do conceito, a família de Noé foi imergida na experiência da arca porque creram no que Deus havia dito para fazerem.
  • Ao lermos Romanos 6, especialmente os versículos 1-14, entendemos que o apóstolo Paulo não está falando de batismo com água, mas ampliando de uma forma profunda o significado da nossa relação com Cristo, relação esta ilustrada simbolicamente na experiência do batismo.
  1. Cremos que a ordenança do batismo tem um significado profundamente ligado ao ato de uma pessoa ser salva. Quando a pessoa toma o passo de obediência em direção ao batismo ela está comunicando publicamente duas coisas. Primeiro, sua identificação com a morte de Cristo, crendo que não somente morreu para o pecado, como também, por causa de Cristo, teve seu passado perdoado. Ou seja, o passado ficou realmente para trás em termos de práticas e expressa o desejo de não mais voltar à práticas do passado sem Cristo. Esta pessoa está dizendo: “fui sepultada, meu passado foi sepultado, minha vida de desobediência foi sepultada” (Romanos 6.4). Segundo, a pessoa ao ser batizada está comunicando sua esperança (certeza, segundo o NT) que tem uma nova vida, tem certeza de que na dependência de Deus viverá uma nova vida com novos valores que glorificarão a Deus e também olha para o futuro com a certeza que ressuscitará com Cristo.
  2. Cremos que na ordenança do batismo, praticada no ato de imergir na água e sair dela, a pessoa vivencia simbolicamente o fato que ela estava “morta” em delitos e pecados e que pela fé todos esses delitos e pecados foram apagados. Da mesma forma, o ritual ilustra a nova vida que recebem em Cristo, pois foram vivificados pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos (Colossenses 2.12 e 13).
  3. Cremos que à luz das considerações acima, a forma de batismo que realmente mais simboliza o fato de morrer para o pecado e viver para Cristo é o batismo por imersão.
  4. Cremos que a Bíblia não diz que temos que ser batizados por imersão ou aspersão. Porém, levando em conta o significado do verbo batizar (baptizo, ver item número 4), o simbolismo usado pelo apóstolo Paulo em Romanos 6.1-4, Colossenses 2.12 e 13 e as narrativas sobre o batismo de Jesus, nós, presbitério da Igreja Batista do Morumbi, ensinamos e praticamos em nossa igreja o batismo por imersão.

Em virtude desta nossa convicção, na Igreja Batista do Morumbi...

  • Ensinaremos o batismo por imersão, sem desrespeitar ou considerar sem valor o ensino dado em outras igrejas que praticam a ordenança do batismo diferente da nossa.
  • Batizaremos sempre por imersão após a pessoa professar sua fé salvadora em Cristo.
  • Batizaremos sempre de uma forma pública, por iniciativa e direção da igreja, seja em nosso espaço de reuniões ou em outros locais, no qual deverão estar presentes mais do que os que vão ministrar o batismo e a pessoa a receber o batismo. Quando o batismo for realizado fora do âmbito local da igreja (físico), o presbitério precisa ser consultado.
  • Exceções serão tratadas pelo presbitério da nossa igreja.
  • Pessoas vindas de outras igrejas, mesmo que tenham sido batizadas depois da conversão, mas que não tenham sido batizadas por imersão, serão encaminhadas ao batismo por imersão caso queiram se filiar a nossa igreja. Ao fazermos isto não estamos criticando a forma ou o significado que o batismo tem em outras igrejas, mas simplesmente encorajando a unidade da nossa membresia em torno do que cremos também sobre batismo. Casos específicos que se refere a aquafobia, problemas de saúde ou pessoas hospitalizadas serão tratados pela equipe pastoral e dado o devido encaminhamento.

No desejo de acolher novas pessoas e guiá-los no caminho das Escrituras e seu testemunho a respeito de Jesus,

 

Membresia

No Novo Testamento a palavra “igreja” (do grego ekklesia) pode ser aplicada a um grupo de cristãos independente de seu tamanho. A igreja que se reúne nas casas (Romanos 16.5; I Coríntios 16.19), nas cidades (I Coríntios 1.2; I Tessalonicenses 1.1) ou em alguma região (Atos 9.31). Enfim, a igreja do mundo inteiro (Mateus 18.20). Assim, a comunidade de Deus vista em qualquer nível, desde o grupo local até o universal, pode ser corretamente chamada de igreja.

Portanto, cremos que a igreja é a comunidade de Deus para todos os cristãos formada por aqueles que creem em Jesus como Salvador, em todos os tempos (Efésios 5.25). Ela se expressa como Igreja Universal ao se apresentar como Corpo de Cristo, na terra ou no céu (Hebreus 12.23), bem como Igreja Local ao se apresentar de forma visível incluindo todos os que professam fé em Cristo se reunindo como uma assembleia ou grupo, seja qual for o nome dado a este grupo. (I Coríntios 11.17-20; 14.26; Atos 19.39 e 41).

Logo, fazer parte da Igreja Local e ser comprometido com o Corpo de Cristo tem tudo a ver com o modelo de vida em comunidade que Deus planejou e instituiu para os que creem em Seu nome. Assim, por valorizar a membresia na igreja local, considerando tamanho privilégio e responsabilidades, a Igreja Batista do Morumbi manifesta seu posicionamento acerca deste assunto.

Cremos que qualquer pessoa que reconhece Jesus Cristo como Salvador pessoal torna-se parte do Corpo de Cristo (Atos 2.38, 41 e 42), na esfera Universal e Local, com responsabilidades diferentes. Como Igreja Universal, deve levar as boas novas de Cristo pelo mundo (Mateus 28.19) e, como Igreja Local, ser a expressão visível da plenitude de tal comunidade e de ações que refletem a pessoa de Deus. (Efésios 1.22 e 23).

Cremos que cada frequentador regular dos cultos que já reconheceu sua condição pecaminosa (Romanos 3.23) e, crendo no sacrifício de Cristo (Romanos 4.25; 5.18), entregou sua vida para Jesus (Mateus 11.28-30) aceitando Sua Salvação e Senhorio (João 1.12), deve ser batizado como símbolo do seu compromisso de seguir a Cristo.

O Novo Testamento não fala sobre membresia de forma direta, contudo fala sobre o compromisso que cada cristão deve assumir em obediência a Cristo, na devoção a Ele e no relacionamento com o próximo (de dentro e de fora). Desta forma, cremos que ser membro da Igreja Batista do Morumbi significa expressar voluntariamente o desejo de engajar-se ativamente no compromisso de servir a Deus nesta comunidade, aceitando a visão, a missão e os valores da igreja de forma pessoal e submissa as autoridades da igreja local (I Tessalonicenses 5.12 e 13) enquanto esta se mantem fiel as Escrituras (II Timóteo 3.16 e 17). Olhamos para a decisão de ser membro como um ato voluntário, ato no qual a pessoa não está preocupada com os benefícios da membresia, mas com o privilégio de servir sendo membro desta igreja.

Cremos que a diferença entre um membro e frequentador reside no fato de que o membro se declara comprometido publicamente em ser usado por Deus tanto no cumprimento da missão de Deus como na submissão aos processos desenvolvidos pela igreja para a execução de tal missão e direcionamento espiritual.

Cremos que cada pessoa que frequenta nossa comunidade, após considerar tal comprometimento, deve arrolar-se como membro desta igreja local com os seguintes propósitos:

  • Expressar junto com os demais membros submissão às autoridades estabelecidas por Deus nesta igreja, ou seja, submeter-se a direção espiritual, pastoreio, ensino, exortação, disciplina e ao encorajamento (Romanos 13.1-7; Tito 3.1).
  • Usar os dons recebidos por Deus para a mútua edificação do Corpo de Cristo (Romanos 12.8; Efésios 4.11-13; I Pedro 4.10).
  • Conectar-se com outros para ser pastoreado enquanto também cuida dos irmãos (Romanos 13.8-10; I Coríntios 12.12-14 e 27; Gálatas 6.2 e 10; Colossenses 3.16 e 17).
  • Engajar-se junto com toda comunidade para, na total dependência de Deus, concretizar o cumprimento da visão e missão de Deus para esta igreja, bem como vivenciar os respectivos valores praticados (Romanos 15.1-7; I Coríntios 1.10; Mateus 28.19).
  • Conectar-se com outros para receber ensino bíblico e ter suas vidas transformadas à imagem de Cristo (Tiago 1.21 e 22; II Timóteo 3.16).
  • Contribuir financeiramente com regularidade para a manutenção da vida da igreja (II Coríntios 9.6-8).
  • Ter liberdade para aproximar-se de qualquer líder da igreja para expressar apoio ou discordância, de uma forma amorosa e respeitosa, visando à glória de Deus e o crescimento da igreja.

Cremos que ao tornar-se membro da Igreja Batista do Morumbi, a pessoa está assumindo um compromisso de servir a Deus através desta igreja e ser parte ativa no cumprimento da visão e missão dadas por Deus a esta igreja.

Assim, o processo de membresia da Igreja Batista do Morumbi, em concordância com a nossa visão, missão e valores segue as seguintes fases:

 

Encontro de Conexão Novos Membros (parte 1)

Para se tornar um membro da IBMorumbi, é necessário que o interessado seja batizado como um sinal público de sua confissão de fé em Jesus Cristo. Caso o candidato já tenha sido batizado em outra comunidade, independente da forma como tenha sido batizado, preencherá o requisito quanto ao batismo desde que seu batismo ou profissão pública de fé tenha ocorrido depois de uma experiência pessoal de conversão, ou seja, após a decisão de crer no que Jesus fez na cruz visando perdão de pecados e oferta de vida eterna.

Neste Encontro que ocorre preferencialmente num domingo com a duração de 1 hora e meia, é apresentada a estrutura da Igreja Batista do Morumbi (sua missão, visão e valores), bem como seus respectivos Núcleos e áreas em que a igreja se organiza, as expectativas que cada membro pode ter sobre a igreja bem como o que a igreja espera de cada um de seus membros.

 

Seminários de Integração IBMorumbi

São quatro encontros, com uma hora e trinta minutos de duração cada um deles, totalizando seis horas de duração. Esses encontros ocorrem aos domingos pela manhã, no Centro de Estudos Cristãos, e visam esclarecer a declaração de fé da Igreja Batista do Morumbi.

Nesta fase respondemos, biblicamente, sobre o que cremos acerca da salvação e da vida esperada de um cristão verdadeiro. Trabalhamos o comprometimento com a visão, missão e valores da igreja de forma prática onde o engajamento com um Pequeno Grupo e o serviço dentro de algum ministério é um desafio proposto.

Faz parte dessa etapa também ensinar a perspectiva bíblica sobre a Vida Cristã, incluindo o ensino sobre o Reino de Deus, a contribuição financeira, as dificuldades do sofrimento, a teologia da prosperidade, a vida cheia do Espírito Santo e/outros temas relevantes no período de filiação.

 

Encontro de Conexão Novos Membros (parte 2)

Após os quatro encontros no Centro de Estudos Cristãos, os frequentadores são direcionados a um novo encontro no domingo para uma pequena Feira Ministerial, onde cada Núcleo será apresentado por seus líderes e equipe voluntária com maior especificidade, detalhando quais são seus projetos, ações ministeriais e necessidades de voluntários.

 

Entrevista de membresia

Conversa previamente agendada com um pastor, líder ou presbítero. Será ele quem dará a palavra final sobre a membresia, após avaliar se o candidato está preparado para ser recebido como membro por transferência ou por aclamação.

 

Integração em um PG ou grupo de discipulado

É fundamental que cada membro seja pastoreado, discipulado e acompanhado por alguém, seja o líder do PG ou do discipulado, o líder do ministério em que serve, ou mesmo outro cristão mais experiente. Para isso é preciso que cada pessoa, após aprovada a entrada no rol de membros da IBMorumbi, assuma o compromisso de participar de algum grupo menor, além dos cultos aos domingos, para que possa apoiar e ser apoiado em sua vida cristã, e ao mesmo tempo contribuir para o crescimento espiritual de outras pessoas. Em adição a isto, terá a oportunidade de ser pastoreado, pois integrar-se a um pequeno grupo é uma das nossas estratégias principais de pastoreio.

 

Publicação do nome no boletim

O processo de membresia é finalizado após a publicação do nome do candidato à membresia no boletim da igreja e o recebimento do mesmo como membro em um momento apontado para este fim num dos nossos cultos.

Cremos que o privilégio de membresia deve ser estendido a todo aquele que o livremente desejar, desde que, tenha sido batizado após a confissão pessoal de sua fé no sacrifício salvador de Jesus Cristo (1Jo 1.8-10), esteja em concordância com nossa confissão de fé e esteja disposto a submeter-se a autoridade da nossa igreja engajando-se no cumprimento da nossa missão e visão.

Cremos que os casais cristãos que vivem juntos, mas não estão legalmente casados, devem primeiro regularizar sua situação matrimonial para depois começarem o processo de membresia. Pedimos isto por uma questão de exemplo. Contudo, se apenas um cônjuge for cristão, orientamos que solicite a parte não comprometida com o Evangelho a regularização matrimonial. Se negado for, a parte compromissada com Cristo pode ser aceita como membro, desde que tenha a anuência do cônjuge.

Cremos que as crianças, abaixo dos 18 anos completos (mas acima dos 12) podem ser aceitas como membros, cumprido os requisitos, mas, colocadas numa categoria de membros associados até a época quando poderão votar na assembleia da igreja. Enquanto isto, como membro associado, a pessoa tem a liberdade de participar e até de opinar, sem, contudo, poder votar, de acordo com o estatuto da igreja. Usamos a idade de 12 anos apenas como referência tendo em mente a cultura judaica que considera a criança, com a idade mencionada, responsável por seus atos.

Finalmente, deixamos claro que ter o nome no rol de membros da Igreja Batista do Morumbi não aumenta ou diminui a espiritualidade de uma pessoa. Pois, o valor da membresia está no compromisso público de uma comunidade buscar ativamente a glória de Deus, o crescimento espiritual, a transformação prática da vida e a expansão do Reino de uma forma ordenada através da nossa igreja.

Na certeza bíblica de sermos parceiros de Deus em Sua missão neste mundo, buscando adorá-lo e honrá-lo sendo uma igreja onde cada membro é conectado ao Corpo de Cristo, em plena unidade, para o cumprimento da missão e visão de Deus para a Igreja Batista do Morumbi, afirmamos o que escrevemos assim como sendo nossa posição sobre Membresia de uma Igreja local.

 

Sexualidade

Com o único propósito de direcionar e esclarecer os frequentadores da Igreja Batista do Morumbi sobre o tema HOMOSSEXUALIDADE é que escrevemos este documento que denominamos ISTO CREMOS. Temos outros textos posicionais no que se refere às nossas crenças teológicas e nossa conduta no que tange à membresia, batismo, divórcio e recasamento. Quanto à Sexualidade, a Igreja Batista do Morumbi afirma:

  1. Cremos que a sexualidade foi criada por deus e por isso é boa (Provérbios 5.18 e 19).
  2. Cremos que a sexualidade criada por Deus contempla unicamente a relação homem e mulher, macho e fêmea (Gênesis 2.24).
  3. Cremos que a vida sexual foi desenhada por Deus para ser vivida entre pessoas casadas (homem e mulher) e para ser vivenciada unicamente no contexto do casamento (Gênesis 2.24).
  4. Cremos que é no casamento que todo o romantismo e erotismo deve ser vivenciado por um homem e uma mulher dentro da beleza e afetividade desenhada por Deus, como descrito no livro de Cantares de Salomão.
  5. Cremos que a vida sexual implica também em procriação (Gênesis 1.28), mas ao mesmo tempo, o sexo foi criado para o prazer e intimidade entre homem e mulher (Provérbios 5.1-23).
  6. Cremos que homem e mulher devem guardar-se castos até o casamento e viverem assim na dependência de Deus (Salmo 119.9; I Tessalonicenses 4.1-8; Jó 31.1).
  7. Cremos que apesar de vivermos numa sociedade permeada pela sensualidade, o jovem e o adulto solteiros que seguem a Jesus podem e devem viver a vida de pureza sexual por causa do seu compromisso com Deus e não por causa de um legalismo (I Tessalonicenses 4.1-8).
  8. Cremos que o casamento também serve para preservar a pureza sexual. Portanto, não é prudente um casal de namorados demorar muito para se casar incorrendo no perigo da impureza sexual (I Coríntios 7).

Homossexualidade

Quanto ao tema HOMOSSEXUALIDADE, o presbitério da Igreja Batista do Morumbi afirma:

  1. Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, nossa fonte de autoridade final quanto instrução sobre fé e conduta (I Tessalonicenses 2.13; II Pedro 1.20 e 21)
  2. Cremos que a bíblia é inspirada por deus, infalível e sem erros em seus escritos originais (II Timóteo 3.16 e 17)
  3. Cremos que as normas de conduta que a Bíblia ensina no Antigo Testamento sobre as leis cerimoniais e sacerdotais, como, por exemplo, não comer carne de porco ou não trabalhar aos sábados, foram todas elas abolidas em Cristo em sua morte (Colossenses 2.14 e contexto; Hebreus 9.10 e contexto)
  4. Cremos que os princípios e as leis morais incluídas no Antigo Testamento não foram abolidos por Cristo e continuam válidas para os dias de hoje, no mesmo status dos princípios de fé e conduta do novo testamento (Mateus 5.27; Êxodo 20.14)
  5. Cremos que a Bíblia condena claramente a prática da homossexualidade e não necessariamente a inclinação ou a tendência homossexual (Levítico 18.22 e 20.13; Romanos 1.25-27)
  6. Cremos que a Bíblia condena a prática da homossexualidade, tanto quanto a prática heterossexual fora do casamento, assim como ela condena o roubo, o abuso de poder, a fofoca, o adultério, a fornicação, e qualquer tipo de imoralidade sexual (I Coríntios 6.9-11)
  7. Cremos que uma pessoa com desejo homossexual pode viver uma vida pura e dedicada a Deus desde que traga este desejo sob o controle do Senhor Jesus. Da mesma forma, uma pessoa heterossexual pode viver uma vida santa, apesar de suas tentações, desde que, igualmente, submeta suas tentações e inclinações ao controle do Senhor Jesus Cristo (II Coríntios 10.5)
  8. Cremos que uma pessoa pode ser nascida de novo, lutar contra a tendência homossexual e ser alguém cheia do Espírito (Efésios 5.17 e 18)
  9. Cremos que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma prática proibida por Deus, pois fere o conceito inicial de casamento, o qual reflete uma relação entre iguais e diferentes e não uma relação entre iguais (Gênesis 2.18 e 24)
  10. Cremos que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fere a criação do homem e da mulher criados à imagem e semelhança de Deus, pois foram criados “macho e fêmea” para viverem esta diferença, inclusive visando a procriação (Gênesis 1.27)
  11. Cremos que é no casamento o único contexto no qual Deus apontou para o homem e para mulher vivenciarem a vida sexual. Portanto, cremos que Deus capacitará o heterossexual para uma vida casta até o casamento e o homossexual para uma vida celibatária, se ambos querem agradar a Deus nesta área (Gênesis 2.24 e I Tessalonicenses 4.4 e 5)
  12. Cremos ser papel da igreja acolher amorosamente em seu convívio, refletindo a pessoa de Jesus, cada pessoa independente de raça, cor e inclinação sexual, desde que estas mesmas pessoas vivam e queiram viver de acordo com os princípios que regem a vida delas segundo as Escrituras Sagradas, na dependência do Senhor Jesus Cristo (Gálatas 3.28)
  13. Cremos que o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, que sua morte na cruz e sua ressurreição têm o poder para perdoar qualquer tipo de pecado, inclusive a prática homossexual trazendo para cada um uma nova vida, vida esta livre de qualquer prática danosa ao viver humano (Romanos 1.16 e 8.1)
  14. Cremos que pessoas envolvidas com a prática de roubo, fofoca, tipos diversos de violência, homossexualidade, ou algum estilo de vida pecaminoso, não podem ocupar na igreja local qualquer função de liderança ou responsabilidade visto que práticas como estas, e outras mais, contrastam claramente com o modelo de vida que reflete a pessoa de Jesus (I Coríntios 11.1)
  15. Cremos que, como Jesus, a igreja deve amar e acolher qualquer um que se achegue a ela, provendo para cada um o caminho de instrução e ajuda a fim de que vivam uma vida realizada e satisfeita a despeito de seus conflitos e inclinações (Colossenses 3.16)
  16. Cremos que, como igreja, precisamos, sob a direção do Espírito Santo, entender a dinâmica da vida de um homossexual, seus dilemas e conflitos a fim de poder demonstrar por ele a compaixão de Jesus, sem, contudo, ser coniventes com qualquer erro de conduta (Efésios 4.32)
  17. Cremos que ninguém vai para o inferno exatamente por ser ladrão, adultero ou homossexual, por exemplo. Mas, o homem é condenado ao inferno simplesmente pelo fato de ter rejeitado a oferta de perdão de pecados dada por deus através de Jesus (I João 5.12).

Como a Igreja Batista do Morumbi pode lidar com o assunto?

Como a Igreja Batista do Morumbi pode lidar com o assunto, acolhendo pessoas homossexuais ou pessoas com inclinações homossexuais?

  • Criando um ambiente acolhedor e sem preconceito para toda e qualquer pessoa
  • Estimulando os mais velhos a procurarem contato com os mais jovens
  • Estimulando os pastores a se relacionarem com os jovens de uma maneira informal
  • Aceitando e entendendo que os jovens bem como os homossexuais precisam primeiro sentir que pertencem para depois se abrirem para crer em Jesus
  • Criando momentos abertos de discussão sobre o tema, sem, contudo, abordá-lo de uma forma preconceituosa, mas falando com sinceridade, firmeza e intencionalmente apontar Jesus como a esperança para uma vida saudável

A igreja de portas abertas

Como igreja, queremos acolher indistintamente as pessoas que entram em nosso recinto, seja no culto dominical e outros ajuntamentos como MJ, Adolescentes, EPA, Celebrando a Recuperação, Pequenos Grupos, eventos etários ou para toda a comunidade.

Como igreja oferecemos acolhimento e ajuda pastoral em termos de orientação e sigilo para qualquer pessoa que procure ajuda, indistintamente de sua origem, cor e orientação sexual ou condição socioeconômica.

No que diz respeito ao envolvimento ministerial voluntário, a igreja está aberta a receber qualquer pessoa como voluntário observando que ela tenha a Cristo como seu Salvador e Senhor, tenha as habilidades ou competências requeridas para a função, tenha um estilo de vida que reflita Jesus e a devida maturidade espiritual reconhecida pela liderança da igreja ou do próprio ministério em foco, para servir como voluntário na área à qual apresentou-se para servir.

No que diz respeito à membresia da igreja, cada pessoa pode ser aceita de acordo com o estilo de vida que reflita a pessoa de Cristo em sua conduta pessoal, testemunho público e familiar. A membresia é recomendada depois de uma entrevista com um dos presbíteros da igreja.

Toda pessoa que resolveu seguir a Cristo como Salvador tem o direito de ser batizada, tendo dado evidências de que compreendeu e creu no que Jesus fez por ela e está vivendo uma vida que reflete sua decisão de seguir a Cristo.

 

Casamento, Divórcio e Recasamento

Cremos que a Palavra de Deus é inerrante e a autoridade final sobre o que cremos e praticamos. É tendo isto em mente que escrevemos abaixo, posicionando-nos como liderança espiritual desta igreja sobre o assunto em foco.

Também entendemos quão maravilhoso é o caminho do casamento quando alicerçado na Palavra de Deus e ao mesmo tempo quão doloroso se torna este caminho quando um cônjuge lida com as pressões do casamento com força própria. O texto que se segue propõe servir de direção para nossa igreja sobre a questão Casamento, Divórcio e Recasamento. O texto não é diretivo sobre como ter um casamento bem-sucedido, mas diretivo sobre o que cremos a respeito de casamento, divorcio e recasamento.

Que Deus nos instrua e nos capacite para receber e praticar Sua Palavra, pois nela cremos.

Cremos...

  1. Que o casamento é uma instituição divina, criado por Deus, segundo seus propósitos (Gênesis 2.18-25)
  2. Que o casamento se realiza quando um homem e uma mulher (macho e fêmea) fazem perante Deus uma aliança de fidelidade mútua e amor incondicional, aliança esta celebrada perante testemunhas em um ato público (deixa pai e mãe), ratificado pelas leis do país e consumado após o primeiro ato sexual entre o casal (Gênesis 2.24)
  3. Que o ato sexual de acordo com os desígnios de Deus é para ser vivido apenas no contexto do casamento, entre pessoas de sexo diferente e que este ato é um dos aspectos da expressão “uma só carne”, conforme em Gênesis 2.24
  4. Que no ato do casamento Deus é testemunha, ao mesmo tempo que é parte desta aliança e, por causa dele mesmo ter criado o casamento, a aliança matrimonial precisa ser vivida cada dia no poder e direção que Deus proporciona (Malaquias 2.14a)
  5. Que o casamento reflete tanto a relação de Deus com o povo de Israel bem como de Cristo com a Igreja, relação esta baseada na fidelidade e no amor de Deus expressos de uma forma incondicional e indissolúvel por parte de dele (Efésios 5.22-32)
  6. Que quando Deus planejou o casamento, indissolubilidade matrimonial era parte dos planos de dele, mas, por causa da dureza do coração do homem, Deus permitiu o divórcio (Mateus 19.3-12; Marcos 10.2-12; Lucas 16.18)
  7. Que a aliança matrimonial é uma decisão que precisa ser cultivada e uma separação ou divórcio nunca contemplada, pois isto é oposto do que acontece no relacionamento Deus e Israel, bem como Cristo e a Igreja (Gênesis 19.4-6)
  8. Que a aliança matrimonial pode ser quebrada apenas pelo divórcio como fruto de impureza sexual ou pela deserção do casamento por parte daquele que não conhece a Cristo (Mateus 19.3-10; 1 Coríntios 7.15)
  9. Que caso haja uma separação por outro motivo que não o exposto acima, as partes não podem recasar com outra pessoa e que devem procurar a reconciliação (I Coríntios 7.10 – ver “Considerações Sobre Divórcio e Recasamento” a partir de Mateus 19.3-10)
  10. Que divórcio nunca é a vontade primária de Deus, embora que Ele permite o divórcio como dito acima (Malaquias 2.16)
  11. Que no caso de infidelidade moral, Deus sempre espera que haja perdão e reconciliação em vez de divórcio (Mateus 18.23-35). Perdão, quando houver infidelidade moral, é sempre o primeiro ato a ser perseguido, antes de se pensar em divórcio.
  12. Que a parte que cometeu a infidelidade moral, embora que venha a ser perdoada por Deus quando houver arrependimento, uma vez fora da aliança matrimonial original, não tem o direito de casar-se novamente (Mateus 19.9, Marcos e Lucas)
  13. Que uma pessoa que sai da aliança matrimonial original sem ser pelas razões apontadas pela Bíblia, comete adultério quando se casa novamente (Mateus 18.9), bem como a que casa com aquela que cometeu adultério
  14. Que a Bíblia é silenciosa quanto ao fato de a chamada “parte inocente” poder casar-se ou não depois do divórcio. Cremos que é a situação na qual tanto o que foi traído(a) bem como a parte que foi abandonada pelo cônjuge sem Cristo voltam ao estado de solteiro e podem ou não decidir casar-se novamente
  15. Cremos que quando um casal resolve divorciar-se sem ser pelas razões apontadas nos itens anteriores, está em desobediência à Palavra de Deus e se torna passível de disciplina por parte da igreja
  16. Que ao acontecer uma situação como a descrita acima, o primeiro local onde o tema deve ser tratado é no contexto do Pequeno Grupo, ou seja, pelo líder do mesmo ou pelo líder do ministério no qual o casal esteja envolvido. Caso uma solução não seja encontrada, o assunto deve ser encaminhado a dois pastores ou presbíteros que não achando uma solução trarão assunto para o presbitério, para o devido encaminhamento ou mesmo disciplina, dando o devido tempo para conversas, exortações, aconselhamento e tomadas de decisões
  17. Que em virtude da seriedade do problema e as pressões que este tipo de problema acarreta, no processo de se lidar com um possível divórcio, o casal peça o afastamento do ministério onde estão envolvidos a fim de que possa concentrar a energia na solução do problema. Compete ao pastor do Núcleo fazer as devidas comunicações e acompanhamento do casal ou indivíduo.
  18. Quando este for o caso, depois de serem aconselhados ou advertidos a buscarem ajuda para o casamento e não o fizerem, o presbitério designará dois presbíteros para aconselharem o casal e caso continuem resistindo, os passos de Mateus 18.15-20 deverão ser tomados. O propósito desta ação visa restauração e modelar para a igreja o cuidado de Deus para com o rebanho. Com disciplina em vista, o alvo é restauração, perdão e nunca exposição ou mero exercício de disciplina eclesiástica.
  19. Que um casal em um segundo casamento e que se divorciaram antes de conhecerem a Cristo, mesmo por razões que não foram citadas acima, não estão em desobediência a Deus, pois o fizeram “no tempo da ignorância” (Atos 17.3)
  20. Que um casal que venha a se divorciar por razões não contempladas pela Bíblia e as partes venham a recasar, adultério foi cometido. Por outro lado, cremos também que quando há arrependimento e perdão divino, o novo casamento pode ser construído em cima do compromisso com Deus.
  21. Que um recasamento é permitido apenas quando as partes ou a parte que vem de um divórcio saiu do casamento de acordo os conceitos explicitados acima.
  22. Que estará incorrendo em pecado tanto o que casa com uma pessoa divorciada fora dos parâmetros bíblicos, bem como aquele que foi infiel ao seu cônjuge e divorciou-se e está procurando casar-se novamente
  23. Que todo pedido de recasamento por membros da nossa igreja precisa ser analisado biblicamente pelo menos por dois pastores ou presbíteros, não somente para aconselhar o casal, mas também para evitar que um deslize ou pecado venha ser cometido. Só depois desta avaliação, o casamento poderá ou não ser realizado por um dos membros da equipe pastoral. Isto visa modelar para o rebanho o que cremos sobre casamento, divórcio e recasamento.
  24. Que existem situações nas quais o relacionamento matrimonial se torna insuportável e que uma intervenção precisa acontecer. Estas situações necessariamente não apontam para um divórcio, mas podem indicar um período de separação por causa tanto da segurança física de um dos cônjuges (violência doméstica constante, por exemplo) ou mesmo para sanidade emocional da relação (abusos emocionais ou físicos, certos tipos de compulsão, dependência química etc.). Esta separação visa criar oportunidade para tratamento e reconstrução da relação. Nestes casos um acompanhamento pastoral será providenciado em adição a outros tipos de ajuda que o casal esteja recebendo ou o mesmo casal terá referência providenciada ou sugerida.
  25. Que um casal que vive um casamento no contexto de uma união estável como definida pelo código civil brasileiro, uma vez que professam a fé em Jesus, deve casar-se de acordo com as leis do país e acima de tudo de acordo com o conceito bíblico de aliança matrimonial. Isto visa servir de modelo para a comunidade e promover a estabilidade moral e espiritual do casamento.
  26. Que infidelidade moral virtual contínua (adicção) caracteriza-se também como um adultério conforme Jesus nos ensina em Mateus 5.27-32. No entanto, cremos também que é a consumação física de uma relação sexual ilícita que dá a oportunidade de divórcio ser proposto.
  27. Que uma pessoa dependente de imoralidade sexual virtual ou física, precisa lidar com seu erro ou pecado, tanto de uma forma espiritual como de uma forma terapêutica bíblica quando ela professa ser uma seguidora de Jesus. Ela precisa buscar ajuda e arrepender-se do caminho que está trilhando.
  28. Que Deus é aquele que capacita cada cônjuge amar sem ser amado, ser fiel àquele que ele prometeu amar incondicionalmente no dia da aliança matrimonial
  29. Que como igreja devemos aceitar e acolher qualquer pessoa com qualquer tipo de problema que queira ser ajudada. Ao lidarmos com pessoas recasadas, mesmo oriundas de divórcios sem a devida base bíblica, nosso papel pastoral é orientar, promover a confissão do erro e ajudar estas pessoas a trilharem um caminho na dependência de Deus para que o erro não se repita.
  30. Que como corpo presbiterial, líderes espirituais desta igreja, devemos ter um coração humilde e dependente de Deus, sem sermos julgadores, mas pastores de alma com racionalidade, ao lidarmos como situações de divórcio e de recasamento.
  31. Que uma pessoa divorciada não se torna impedida de ser parte do presbitério da igreja, desde que seu divórcio tenha ocorrido de acordo com os parâmetros citados acima. Caso o divórcio esteja ocorrendo concomitantemente ao exercício da função presbiterial, o referido presbítero deve pedir licença de sua função para que possa concentrar seus esforços na reconstrução do mesmo.

Que Deus nos dê sabedoria e tenha misericórdia de nós quando temos que lidar com um assunto tão delicado e crucial na vida da nossa igreja.

 

Contribuição

O que ensinamos sobre como contribuir financeiramente na Igreja Batista do Morumbi?

Vivemos no mundo onde abusos existem quando se fala em dinheiro na igreja. Então, como podemos contribuir na igreja, de acordo com princípios bíblicos, e não causarmos dano na mente das pessoas que ainda não conhecem Jesus?

Aqui na IBMorumbi cremos que o dízimo é um bom parâmetro, parâmetro este que vem do Antigo Testamento. No Novo Testamento o conceito de ofertar associado à graça não estabelece um limite nem mínimo, nem máximo. Se quisermos ter o dízimo como parâmetro, segundo o ensino do Antigo Testamento, temos que lembrar que o Israelita dava não somente 10% do seu ganho, mas de tudo que a terra produzia, fossem elas ofertas de gratidão, os primeiros frutos das colheitas, o primeiro bezerrinho de toda cabeça e gado etc. Quando colocamos todas as ofertas que eles tinham que oferecer, a média da contribuição de cada famílias chegava a cerca de 23% de suas entradas.

Na época da graça, a Bíblia não nos diz qual a porcentagem do que ganhamos devemos dar ao Senhor. Na realidade, tudo que temos pertence ao Senhor e cabe a nós ofertá-lo de todo o nosso coração. Ofertar ou mesmo dar o dízimo a Deus nos remete para o fato que ao ofertamos estamos adorando a Deus. Se temos o dízimo como parâmetro, um grande parâmetro, devíamos pensar em doar segundo o padrão do Antigo Testamento. No entanto, no Novo Testamento, época da graça, encontramos certos princípios que devem nos nortear em nossa expressão de demonstrar amor a Deus também através das nossas ofertas. Talvez, nossa maior preocupação não seja “quanto é meu dízimo?”, mas, COMO POSSO GLORIFICAR A DEUS COM AQUILO QUE ME ENTREGA PARA ADMINISTRAR?

Assim cremos que os princípios abaixo deviam nos direcionar quando pensamos em estabelecer uma maneira de ofertar para Deus. Estes princípios são...

Dar regularmente

“No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia...” (I Coríntios 16.2) – As despesas da igreja, seus projetos e necessidades, acontecem regularmente, cada mês, como acontece em nossa casa. Em casa não pagamos as contas quando podemos. Todo mês pagamos luz, água, condomínio, aluguel etc. Assim é na igreja. As mesmas despesas acontecem regularmente e contamos com as ofertas dadas regularmente. Por outro lado, quando ofertamos, não estamos dando para a igreja, mas dando para Deus.

Dar proporcionalmente

“... de acordo com a sua renda” (I Coríntios 16.2) No Antigo Testamento o dízimo era o padrão. No Novo Testamento, na época da graça, damos de acordo com o que Deus tem nos dado. Alguns podem dar mais que 10% outros menos. Na época da graça tendemos baixar o valor porque é graça, mas na realidade na época da graça o amor a Deus deveria gerar em nós mais generosidade e menos mesquinhez. Por isso, cremos devemos dar de acordo com a quantidade do que Deus tem nos dado. E assim, diante de Deus, como fruto de oração e amor por Ele e sua obra, estabelecemos quanto devemos dar. (Veja II Coríntios 9.1-7)

Dar alegremente

Quando oramos e pensamos em dar proporcionalmente, aprendemos a dar alegremente, porque seremos generosos. É o que diz II Coríntios 9.7, “Deus ama ao que dá com alegria”. Damos porque amamos e porque amamos o que damos vem de dentro para fora e assim é dado com alegria. Esta alegria reflete o fato de ter dado para alegrar a Deus e ter sido resultado do valor proposto em seu interior. Para ter este valor proposto, aquele que dá, resolveu dar como fruto de oração. Ou seja, “conforme determinou em seu coração, não por pesar” (manipulação ou obrigação), mas porque ama a Deus.

Dar com expectativas

Quando damos, não baseados em um parâmetro fixo ou por obrigação, mas damos como fruto de oração e amor a Deus, colheremos frutos. Primeiro existe uma promessa – “quem semeia pouco, colhe pouco e quem semeia muito colhe muito” (II Coríntios 9.6). Segundo, quando damos com alegria, Deus nos supre e o que fazemos abençoa pessoas e glorifica a Deus (II Coríntios 9.10-14).

Dar prioritariamente

Alguns itens do nosso orçamento doméstico são prioritários. Por exemplo, o financiamento do nosso imóvel, escola das crianças e até mesmo comida. Se priorizamos estes itens acima, por que não priorizamos também nossa oferta ao Senhor? Priorizar nossa oferta para Deus é reconhecer o reinado dele em nossa vida e porque temos prazer em estar neste Reino, nós ofertamos ao nosso pai – “Deus ama ao que dá com alegria...” (II Coríntios 9.7). Dentro deste conceito, podemos inferir que nossa prioridade de dar, reflete nosso amor para com Deus. E se amamos a Deus acima de todas as coisas, nossa contribuição financeira para o Senhor, deve vir antes de comprar o que não precisamos e antes de qualquer coisa que não seja prioritária em nossas necessidades de sobrevivência.

Por trás da nossa oferta para o Senhor, existe algo muito importante. Qual nossa motivação ao dar? Precisamos associar o privilégio de dar com a glória dada a Deus. Nós damos porque amamos a Deus e queremos glorificá-lo. Esta é nossa maior razão de dar. Tudo que possuímos vem dele e pertence a ele. Assim, nosso coração deve primeiro doar-se a Deus (nosso ser total). Desta forma, nosso dar deveria refletir nossa entrega total a Deus. Se não for assim, estaremos apenas cumprindo um ritual. Por outro lado, quando damos como fruto do nosso amor a Deus, Ele é glorificado. Esta é real motivação dar nossas ofertas ao Senhor

Deus, muitas vezes, nos desafia a dar sacrificialmente, além do regularmente costumamos ofertar. Assim foi quando o templo no Antigo Testamento foi construído. Mais uma vez, é algo entre cada um e Deus. Mas, em nossa vida regular de adoração, os princípios mencionados acima servem de guia para nosso coração. Assim, supriremos as necessidades da igreja aqui, teremos recursos para os projetos que Deus nos direcionar a realizar, nossos missionários serão abençoados, aquele que oferta é abençoado e Deus glorificado.

No desejo de acolher novas pessoas e guiá-las no caminho das Escrituras e seu testemunho a respeito de Jesus,

Presbitério da Igreja Batista do Morumbi.

São Paulo, setembro de 2011.